25 setembro, 2009
Contra (in)formação
...pagar para trabalhar melhor. Verifica-se uma febre geral na enfermagem pelos "cursilhos de formação" que a ser contagiosa pareço estar imune. Para que servem afinal estes cursos? Na sua maioria para nada, pois (in)formam os enfermeiros sobre coisas que nunca vão exercer, que nunca lhe vão ser úteis ou que não têm autonomia para exercer, pelo que rapidamente passarão à sua zona de "reciclagem cerebral". Há no entanto alguns cursos de formação mais pertinentes (geralmente de carácter mais prático), sendo por norma (ainda) mais caros que os anteriores. E então, pergunto eu (sou uma pessoa cheia de questões): quem beneficia com esta formação, com a melhoria dos cuidados por mim prestados? A instituição em que trabalho, ou, em última instância os clientes da mesma, os doentes. Assim sendo, porque tenho eu de pagar essa mesma formação a somar ao tempo e neurónios gastos? O mesmo se aplica ás especialidades, que a par de outros países deveria dar direito a dispensa total de serviço, mantendo a remuneração e com posterior obrigação de permanência na instituição durante um período de tempo pré-acordado. Melhor ainda são os "posters e comunicações livres que contam para o currículo"... qual currículo? isto é mesmo ridículo (ou eu não estou a ver bem a coisa).
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19 setembro, 2009
Apanha que é ladrão!!!
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17 setembro, 2009
Táxi!
...detestar taxistas. Generalizando mais uma vez (até porque conheço taxistas que são boas pessoas), não gosto nada destes profissionais, que se acham "os reis da estrada", sempre com a mão na buzina, mas cometendo erros de condução frequentemente. Se há coisa que não percebo são as regalias dadas a esta classe profissional. Em primeiro lugar, o táxi é um transporte público que poucos benefícios traz para a (maioria da) população, pois a capacidade de transporte é a mesma dos carros próprios, ou ainda menor, tendo em conta que com o táxista, é menos um lugar disponível; pelos preços praticados é um meio de transporte acessível a poucos, e há ainda a acrescentar a fama de burlões de turistas; a poluição de um táxi é superior à de uma viatura própria, pois para levar e mais tarde trazer um passageiro, um táxi efectua 4 viagens, ao invés das 2 viagens que uma viatura própria realizaria, com a agravante da grande maioria dos táxis serem muito poluentes, pela alta cilindrada, pela idade do veículo, quilometragem e estilo condução normal dos táxistas. Assim sendo, expliquem-me (como se fosse um miúdo de 10 anos) porque é que os táxistas têm ajuda financeira na compra dos táxis - os enfermeiros têm alguma ajuda de custo na compra do material que necessitam para trabalhar ou para a compra de carro para ir trabalhar ou bilhete de transporte público? Porque é que os táxistas têm direito a circular nas vias reservadas para transportes públicos - quem tem dinheiro para pagar o táxi passa à frente dos outros? Andar de táxi é uma regalia! E estes senhores ainda estão sempre a exigir mais ajudas financeiras, como um preço reduzido nos combustíveis, como se os táxis dessem uma grande contribuição para o desenvolvimento do país. Qualquer dia ainda lhes é atribuído o subsídio de risco (aquele que os enfermeiros inexplicavelmente não têm).
15 setembro, 2009
One in a million
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...ser um dos poucos homens no meio das mulheres. Muitos dirão que tem muitas vantagens, eu digo que tem mais desvantagens. São as próprias mulheres que assumem que trabalhar com (muitas) mulheres é pior do que trabalhar com homens. O ambiente de trabalho é completamente diferente, muitas intrigas, muitas "conversas pelas costas", muita falsidade e muita complicação. Quando eu digo algo, era isso mesmo que eu queria dizer, não me perguntem "o que quero dizer com isso"... os homens (em geral) são directos e não dizem as coisas "com segundas intenções", ao contrário das mulheres, coisa que me irrita... se querem dizer alguma coisa, digam directamente. Senhoras, boa disposição no trabalho não é mau! Já que passamos/desperdiçamos tantas horas no trabalho, não criem "mau ambiente"...
14 setembro, 2009
1000 !!!

10 setembro, 2009
As aparências iludem

08 setembro, 2009
Não há bem que sempre dure

...ouvir falar nas depressões de fim de Verão por causa do fim das férias/regresso ao trabalho. Aqui está uma coisa que não incomoda os enfermeiros, pois como não podemos ir todos de férias nesta altura, os que conseguem ir, têm tão poucos dias de férias (dado que precisa de ser dividido pelo maior número de pessoas possível) que não chega para se "habituarem a não trabalhar" e há outros desgraçados, que nem uns dias conseguem tirar nesta altura, sobrando-lhes períodos de férias sem interesse nenhum ( e isto é se os dias que lhe sobraram não forem cancelados por causa da gripe A). Afinal de contas, ser enfermeiro tem algumas vantagens...
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02 setembro, 2009
Os maus da fita
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Quando comecei a trabalhar compreendi tudo; vou descrever um episódio/discurso entre um doente e um enfermeiro:
-Abra-me a janela (quero, posso e mando!).
-Abro então esta parte de baixo.
-Não, abra a de cima!
-Pronto, já está a janela aberta.
-Toda não, feche metade.
-Está metade fechada.
-A outra metade!
-Já está...
-Não, abra antes a parte de baixo.
-Isso era o que eu tinha sugerido no início... pronto, está aberta.
O enfermeiro vira costas para ir embora e...
-Afinal, não quero a janela aberta!
Este episódio que recordado tem piada, na altura "tira a paciência a um santo", e assim, entre outros episódios semelhantes e mais factores condicionantes que vão sendo postados aqui no blog, qualquer enfermeiro "bom, carinhoso e sensível" muda com o decorrer dos anos, até mesmo para aqueles que exercem enfermagem por vocação, caridade, ou que lhe queiram chamar, grupo no qual obviamente não me insiro, mas garanto que tenho "paciência de santo" e alguns doentes a conseguem esgotar com relativa facilidade.
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