23 agosto, 2010

Tinóni...


...ter a noção que os portugueses são muito (demasiado) activos/intervenientes em situações de emergência.  Em caso de acidente os portugueses não param só para ver, também gostam de ajudar, muitas das vezes acaba por ser uma ajuda nefasta, mas isso é outra história. Mesmo em coisas simples como para deixar passar um veiculo prioritário, são capazes de abalroar o que (ou quem) seja para facilitar a passagem, mesmo que seja de um jovem que caiu e partiu um dedo (mas os bombeiros gostam de ligar a sirene), situação que pelo que sei não acontece em países como a França, onde as pessoas por norma não facilitam mesmo nada. Outro exemplo é o elevado número de bombeiros voluntários que temos no nosso país, onde pela possibilidade de praticar atos (ou actos para quem não está "acordado") heróicos  (que por vezes não passam de salvar uma floresta ou uma mata das chamas) arriscam a própria vida. Como último exemplo deixo a ânsia em criar os TEPH/TEM enquanto profissionais/heróis da EMERGÊNCIA pré-hospitalar e SÓ disso, especializados (tanto quanto um técnico pode ser) em emergência no ser humano (sobre o qual pouco percebem). Se uma situação estiver rotulada como emergência, são capazes de fazer o que for preciso, ainda que logo a seguir o altruísmo seja esquecido em situações onde a sua intervenção seria muito mais eficaz e necessária. Tenho esta noção, e gostava de saber se quem trabalha em Emergência Pré-Hospitalar partilha da mesma.

2 comentários:

Magistral Estratega disse...

Petição pelo futuro da Carreira de Enfermagem
http://saudeeportugal.blogspot.com/2010/08/peticao-pelo-futuro-da-carreira-de.html

Normalmente não sou muito de petições mas dada a entidade promotora (o SE, antigo SEN) ser de uma credibilidade insuspeita e use estes artíficios em casos extremos julgo ser pertinente a sua divulgação.

Henrique Martinho disse...

Caro administrador do blog, posso referir que, nem sempre os portugueses dão prioridade as ambulâncias, pois eu aqui à uns tempos tive uma crise de asma de tal intensidade, onde a bombeira que me socorria pedia aflita ao CODU para enviar uma VMER mas ela estava inoperacional, pediu ao motorista que "pregasse fundo" e que ligasse as sirenes. Ora pois eu posso dizer que, nem com as sirenes com as repetidas buzinadelas os condutores se afastavam para nos ceder a passagem, onde a viagem que podia ter durado 10 minutos, durou 15, 15 minutos em que eu estava em franca agonia, tanto respiratória como psicológica, pois cheguei mesmo a temer a morte. Enfim...
Agora em relação à criação da carreira dos TEPH, estou de acordo, DESDE que isso não implique o afastamento dos enfermeiros do pré-hospitalar. Afastar enfermeiros do pré-hospitalar e criar SIV's apenas tripuladas por TEPH é uma ideia estúpida e pouco inteligente!