15 abril, 2012

Bio



...um desvio. Foi o primeiro dos seus amigos a ter uma consola de videojogos; começou a descobrir a Internet quando a grande maioria das pessoas não fazia ideia do que isso era (ainda não existia a Google); pirateou CD´s e fazia negócio com eles, usando o dinheiro para comprar mais material informático; conseguia crackar as seguranças de jogos e programas, muitas vezes sem saber bem como; criava programas com comportamento viral nas calculadoras da escola secundária, mesmo sem saber o que era linguagem de programação Assembly; hackeou os e-mails dos professores durante a faculdade; simulava virus nos computadores da faculdade para ter sempre um livre para usar; deixou a faculdade em alvoroço com umas fotografias digitalmente manipuladas que pôs a circular nos computadores; era um jogador de topo nos jogos online e conseguia até ganhar dinheiro com eles; conseguia roubar as contas de jogo dos adversários que mereciam tal; etapa seguinte: formou-se... enfermeiro.

14 comentários:

Anónimo disse...

O LProlog não sabe fazer SBV!!!



“se não me engano segue as regras da ERC”

Diz que os algoritmos são “inexactos”…

LProlog disse...

O "anónimo" é covarde... manda uns bitaites descontextualizados nos blogs dos outros e está feito. Tenha a coragem de discutir as coisas onde e como deve ser.

"Covarde de coração, ousado de linguagem." (Tácito)

Anónimo disse...

“O sofrimento é consubstancial à vida.” (SCHOPENHAUER, A., - Metafísica de las costumbres. Madrid: Ed.Trotta, 2001, p. 153.). Inseparável da vida, para Schopenhauer, o sofrimento é o motor dos desejos humanos, nascidos da carência, da falta, da necessidade de dissimular tal dor. Assim, os deleites e gozos na vida do homem são a parca satisfação ante esse mal. Sentindo-o e sabendo-o em si mesmo, cada um conhece o sofrimento na sua própria vida e querendo terminá-lo e anular a aflição, procura o seu próprio prazer. Tem aqui raiz o egoísmo, postulado pelo filosofo como uma das três motivações para as acções humanas: “(...) apesar de tudo, cada indivíduo em particular tem-se a si mesmo como o umbigo do mundo, sobrepondo a sua própria existência e bem-estar a qualquer outra coisa, até ao ponto de mostrar-se disposto a sacrificar tudo quanto não seja ele mesmo e destruir o mundo, com o intuito de prolongar um instante a existência da sua própria individualidade, essa gota no oceano.” (Id., p. 86). Aludindo ao conatus essendi postulado por Espinoza, Schopenhauer tem na Vontade o pressuposto metafísico do egoísmo - a natureza e tudo o que nela existe, quer permanecer em si mesmo e a conservação e preservação do ser próprio são a única valia. Assim sucede com plantas e animais, atingindo o expoente máximo na consciência humana. A explicação vem de, no seu pensamento, ser o mundo apenas a representação do sujeito: “O mundo é a minha representação” (SCHOPENHAUER, A., - El mundo como voluntad y representación. Madrid: Trotta, 2004) e daqui a percepção imediata que cada um tem de si mesmo – causa do egoísmo natural - e a mediada representação mental dos demais – causa da indiferença natural em face do outro, mesmo do semelhante: “A subjectividade essencial de cada consciência é o motivo pelo qual cada um é para si mesmo o mundo inteiro, enquanto o resto do mundo, onde se incluem todos os demais, nada mais são que a sua própria representação”. (GARCÍA-BARÒ LOPEZ, M.; VILLAR EZCURRA, A., - Pensar la Compasión. Madrid: UPComillas, 2008, p. 29). A percepção individual e individualista que cada um tem de si e só de si como senhor da realidade, torna-o, para si, o ser único e mais importante de tudo quanto existe. Levada ao extremo, a tendência ou motivação natural egoísta do existente é a causa das guerras e massacres contínuos na história da humanidade e dos contornos que, de um ou outro modo, esse estado de “um contra todos” adquire no quotidiano da convivência entre os homens. A segunda motivação para as acções humanas pode ser entendida como consequência do egoísmo – a maldade: “Chamamos mau àquele homem que está sempre inclinado a actuar injustamente, assim tenha ocasiões, e não tem constrangimento algum de um poder exterior. Exige aos outros que orientem as suas forças ao serviço da sua própria vontade e tenta exterminá-los quando comprova que se opõe aos seus esforços e desejos.” (Id., p. 31). Um enorme abismo separa a motivação da maldade do reconhecimento dos demais, como se só o próprio existisse e continuasse a existir; distingue-se do egoísmo pela intencionalidade da dor que causa aos outros, utilizando-os pela força ou poder para a satisfação dos seus interesses.

Anónimo disse...

Sejam estas duas motivações postas em Schopenhaeur como disposições naturais para as acções humanas, mas só uma terceira motivação pode ser fonte de moralidade: a compaixão. Entenda-se, o mistério da compaixão, porque este filósofo, admitindo o egoísmo universal, pergunta-se pelo que pode impulsionar um ser humano a praticar acções morais, sendo que considera “a ausência de toda a motivação egoísta como critério da moral.” (Id., p. 34). Neste sentido, o filosofo sistematiza nove axiomas, definindo os critérios da acção e da acção moral. Aquela radicada na motivação egoísta, na vontade, no prazer próprio e na anulação da dor; esta presente na relação com os outros, derivada de um centro que, enigmaticamente, não é já o próprio, mas o bem exclusivo do outro. Contra todas as críticas, Schopenhaeur afirma a existência de acções desprovidas da motivação egoísta natural. Acontece que misteriosamente, “o outro converte-se no fim último da minha vontade, quer dizer, já não é meio ou instrumento ao serviço do meu egoísmo, antes quero o seu bem e não quero a sua dor.” (Id., p. 35). O que acontece, então? A participação na vida e, portanto, no sofrimento do outro abre uma brecha que, em maior ou menor grau, atenua o egoísmo e deixa que o outro ocupe o centro da representação. A consciência do próprio sofrimento é condição para a identificação que ocorre com o outro, e é essa compartilha que suprime o abismo entre um e os outros que advém do egoísmo natural. A vida do outro – o seu sofrimento – é dado como exterior ao sujeito, mas é sentido como o do próprio – esse que em si conhece – ainda que, perante o outro, seja vivido “como meu” mas não “em mim”: “(...) co-sinto o sofrimento, sinto-o como meu, mas não em mim” (Id., ib). Algo faz com que a distância antes intransponível pelo egoísmo, pelo menos por momentos, se dissipe, porque a sua vida, logo o seu sofrimento, me comove, derruba a barreira da indiferença, e é sentido por mim, não em mim, mas pela identificação com a minha vida e o meu próprio sofrimento. Somente nesta altura, em que um se compadece, se comove, se percebe compartilhando a vida e o sofrimento de outro, se pode falar de moralidade: “(...) a compaixão é um fenómeno assombroso. É o grande mistério da Ética, o seu fenómeno originário que cada um, em alguma ocasião, já viveu e a que coração humano algum é estranho. O compassivo quer acompanhar na dor e auxiliar aquele que sofre. Esse é o fim da sua vontade. E daqui emanam todas as acções da justiça e da autêntica caridade” (Id., p. 36).

Anónimo disse...

A compaixão, a terceira motivação da acção, somente esta fonte originária da moralidade, é, para Schopenhaeur, como o fora para Rousseau e depois para Unamuno, o maior mistério do coração humano (Cf. Id., ib). Esse sentimento ou virtude que, rasgando o egoísmo natural, faz com que uma pessoa possa verdadeiramente reconhecer-se noutra, compartilhando a realidade da sua vida e da sua dor. O sofrimento alheio diz-me respeito, entra na minha consciência reconhecendo no outro a semelhança do meu próprio ser e move-me a uma acção que não só anula todo o possível mal que lhe poderia causar como se prontifica a superar ou a auxiliar na sua aflição: “a compaixão descentra, e faz com que o outro se converta no foco de atenção, daí que contraste o egoísmo natural que procura satisfazer o próprio interesse, em muitas ocasiões a qualquer preço, e seja o gérmen da virtude, da generosidade ou da caridade” (Id., p. 37). A vontade de cada um é movida de imediato pelo sofrimento do outro e a distância mais comum entre os homens quebra-se, como se de um interesse particular se tratasse, obrigando à saída de si mesmo. Muitas vezes, a compaixão, assim descrita, pode motivar à abnegação do próprio; inexplicavelmente, sublinha Schopenhaeur que vê nesta terceira motivação da acção o peculiar sentimento moral, a fonte originária do Bem e o maior mistério da Ética.

LProlog disse...

Apraz-me ver que afinal decidiu investigar o significado de compaixão, só falta saber se compreendeu o que leu e se concorda com a opinião de Schopenhaeur ainda que não seja baseada em nenhum "relatório com dados objectivos". Onde encontra no extenso texto que transcreveu, o amor, o carinho ou a piedade? Como pode ver a compaixão, enquanto "instrumento de profissionais de saúde" não tem nada a ver com isso, ressalto "sinto-o como meu, mas não em mim".

Transcrevo-lhe também eu, do Portal da Saúde uma definição de SBV:
"O Suporte Básico de Vida é um conjunto de procedimentos e metodologias padronizadas, que tem como objectivo reconhecer as situações de perigo de vida iminente, saber como e quando pedir ajuda e saber iniciar de imediato, sem recurso a qualquer utensílio, manobras que contribuam para a preservação da ventilação e da circulação, de modo a manter a vítima viável até a chegada do socorro."

Onde é referida a importância fulcral (ao ponto da eficácia depender de) de conhecer quem desenvolve o algoritmo?

Anónimo disse...

Ilustre, você devia pensar bem antes de dizer disparates:

Sobre compaixão, nem mais uma palavra!

Sobre SBV, fica aqui bem patente que você não percebe muito do assunto. Um enfermeiro, enquanto elo fundamental nas instituições de saúde, não se pode ficar pelas definições do “Portal de Saúde”. Não há nada como ir à fonte: American Heart e/ou Conselho Europeu.
Já lho tinha dito, mas você prefere permanecer na teimosia ignóbil.

Imagine por exemplo, que eu me deparo com uma pessoa em PCR. Tenho luvas e uma pocket mask. De acordo com a sua definição, eu não poderei recorrer a “qualquer utensílio”… Em que ficamos?



Por compaixão em relação a si próprio, leia um pouco mais sobre o assunto :)

LProlog disse...

Sobre compaixão, parece-me bem que não diga mais nada, é a decisão acertada quando os conhecimentos são escassos e/ou errados (bem patente ao sugerir em ter compaixão de mim próprio).

Uma vez que não reconhece idoneidade ao Ministério da Saúde (veja-se onde vai o grau de exigência desta discussão), peço-lhe que me diga então qual a definição vinda "da fonte",onde está explicita a importância fulcral de saber quem desenvolveu o algoritmo; talvez o seu domínio do Inglês seja (tristemente) melhor que o domínio do Português (em primeiro lugar a definição não é minha, até lhe disse de quem era, em segundo lugar, saber fazer é diferente de poder fazer, é como digo, uma questão de Português). Em alternativa, peço-lhe que use tão somente a lógica básica para explicar essa sua afirmação (pedido que repito pela enésima vez), ou então, que assuma de uma vez a ignorância implícita em tal afirmação que proferiu/defendeu mais que uma vez.

Asdrubal disse...

Otários.

Anónimo disse...

Está tudo doido?

Na mensagem do Bastonário para os enfermeiros da Diáspora (http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Paginas/MensagemBastEnfermeirosDiaspora10junho2012.aspx) a propósito do dia 10 de junho de 2012 e falando da necessidade de empreendedorismo face ao problema do desemprego na Enfermagem apontando o exemplo da Enf.ª Isabel Santos Melo cita o Enf. Germano Couto mais um "curioso" exemplo:

"Têm surgido exemplos desses também em Portugal. Um deles em Miranda do Douro de duas jovens enfermeiras que resolveram transformar uma situação de desemprego numa oportunidade, trabalhando voluntariamente a troco de casa e alimentação. Não julgo que essa seja uma situação que se deva prolongar indefinidamente, mas reconheço o espírito de abnegação e empreendedorismo destas profissionais e que gostaria de destacar. Tenho esperança que esta situação precária venha a dar lugar a uma situação condigna."

Mas está tudo doido? Um exemplo de mendicidade em que 2 jovens Enfermeiras trabalham a troco de comida e roupa lavada é apontado como um exemplo de empreendedorismo???
Eu chamo a isto uma situação de desespero e nunca empreendedorismo. Quererá por ventura o Enf. Germano Couto mais exemplos destes???

É assim que se luta pela dignificação da Classe?

É reconhecendo como "normal" a mendicidade na Enfermagem e até "maquilhando" a mesma adjectivando-a pomposamente com palavras como "abnegação" e "empreendedorismo" que conseguiremos um reconhecimento e justa remuneração do nosso trabalho?

Vários têm sido os Colegas que se insurgem contra esta situação.E agora vemos o nosso Bastonário elogiar esta situação? Já ficaria descontente com a inexistência do repudiar desta situação mas vejo-me agora chocada com o ELOGIO que o Enf. Germano faz.

Passamos a ter uma situação de mendicidade (pois é disso mesmo que se trata) com o carimbo de aprovação, pasme-se, da Ordem dos Enfermeiros.

LProlog disse...

Totalmente de acordo, isso não é propriamente empreendedorismo...

Anónimo disse...

Pois mas aparentemente há quem pense que mendigar é empreendedorismo. A meu ver só mesmo numa lógica muito retorcida. Só espero é que ninguém no Ministério saiba disto caso contrário ainda podem ter a ideia "peregrina" de baixar ainda mais os vencimentos rastejantes dos Enfermeiros.

Anónimo disse...

Caro Colega LProlog, o que escreveu no seu comentário no blog do Doutor Enfermeiro de 05-07-12 sobre a questão dos Enfermeiros da ARSLVT que foi assim tão incómodo para o DE não publicar?

Publique no seu blog que cá estarei para ler.

Obrigado

(igual pedido deixei no blog do DE)

LProlog disse...

Não percebo porque possa ter sido incómodo, tanto quanto me recordo, só fiz as minhas contas (11€ DE + 4E MS / 2 = 7,5€ ) e acrescentei ser um valor justo e talvez até os 4€ serem (mais que) justos para algumas das funções que os enfermeiros desempenham, mas nisso a culpa é toda "nossa".